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Li um artigo muito bom sobre leitura e entendimento de rótulos nos Estados Unidos. Publicado no American Journal of Preventive Medicine, trata-se de uma pesquisa feita pela Universidade de Maryland e outros órgãos. Eles dentro de um grupo de 200 pacientes analisaram a capacidade de entendimento das informações contidas nos rótulos em paralelo ao conhecimento de leitura e interpretação e de "habilidades matemáticas". Como método, eles aplicaram diversos testes como por exemplo pedir as quantidades calórica e de sódio de uma porção do alimento x, dando a tabela referente deste. As conclusões foram a leitura e entendimento das tabelas nutricionais está diretamente relacionada a educação dos leitores; mesmo os 'muito educados' - ensino superior completo - mal conseguem interpretar o modelo atual padrão da FDA; há uma dificuldade especial no entendimento das porções e quantidades das embalagens. Os números dentre os pacientes: 72% mulheres entre 40 e 65 anos, 34% ensino superior incompleto, 23% seguindo dieta específica, 78% conseguiu comparar entre dois produtos, aquele mais apropriado quanto a um determinado nutriente e somente 23% conseguiu determinar quantidades de nutrientes [conta considerada simples]. É bastante interessante ver estes estudos americanos quando os padrões utilizados no Brasil são fundamentados nos modelos americanos. Nas dissertações e teses brasileiras que li, são apontados as mesmas dificuldades de compreensão pelos consumidores. É evidente as diferenças socio-culturais entre os dois países, mas de alguma maneira há um paralelo na questão que estou levantando.

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